segunda-feira, 15 de março de 2010

A IMPORTÂNCIA DA CONSCIÊNCIA...

Ao deixar a roupa para lavar no cesto apropriado, Isabela tropeçou no diário de sua irmã mais nova, de treze anos. Sem saber o que fazer, pensou? “E agora, abro e leio? ou é melhor fazer de conta que nem estou vendo esse diário?”
Desde que a irmã nasceu, Isabela sempre teve muitos ciúmes dela. Achava que a irmã tinha tomado o lugar de filha principal. E, de uma certa forma, Isabela vivia competindo com a irmãzinha, que era muito bonita, alegre e cativava a todos. Menos ela.
E, apesar de morarem na mesma casa, raramente se falavam. Isabela, então, só encontrava defeitos na irmã caçula. Tudo o que a menina fazia, ela criticava. E, ao mesmo tempo, a invejava e queria superá-la a todo instante.
E agora, Isabela tinha a oportunidade de descobrir muitos segredos da irmã se lesse aquele diário. Decidiu ler, não levando em conta a privacidade da irmã e a falta de respeito e moral de sua parte. Ela queria é saber o que a irmã escrevia naquele diário, para poder ter mais chances de humilhá-la. Mas, antes de começar a ler, Isabela disse a si mesma, justificando sua atitude:” ah, sou a irmã mais velha, é conveniente que ficar sabendo o que minha irmãzinha anda escrevendo para ver se ela não anda em más companhias...”
E começou a ler...
Isabela folheava o diário procurando por seu próprio nome, convencida de que descobriria alguma maldade que a irmã tramava contra ela. Mas, quando achou seu nome numa das folhas, quase desmaiou. Ficou gelada, trêmula...
O que Isabela leu foi pior do que suspeitava. E a fez se sentir fraca: o que estava escrito ali, no diário de sua irmã caçula, não era nenhuma conspiração ou difamação de Isabela, muito ao contrário. Tinha muitos detalhes que a irmã fez para si mesma, onde contava seus planos, sonhos, e, em seguida, um pequeno resumo da pessoa que mais admirava e por isso, se inspirava: sua irmã Isabela.
Nesse momento, Isabela começou a chorar. Se sentiu a pior de todas as pessoas. Ela criticava, sentia ciúmes da irmã , pensava tanto mal da irmã... e, agora, tinha descoberto que sua irmã, de apenas treze anos, somente a admirava, a considerava um exemplo, uma super herói.
E, no texto a menina dizia que queria ser como Isabela, que para ela, era uma pessoa perfeita.
Isabela, com a garganta embargada, o coração apertado, fechou o diário e chorou muito. Estava arrependida, pois tinha sido injusta com a irmãzinha aquele tempo todo, enquanto a menina a adorava. “Quanto tempo perdido!”, ela pensou.
Isabela sentia uma enorme vontade de conhecer melhor sua irmã caçula. A antipatia e insegurança que a impediam de se aproximar da irmã, sumiram de repente, após ler aquele diário.
Isabela, então, arrumou forças, se levantou do chão e decidiu ir procurar a irmã. Queria abraçá-la, pedir desculpas por ter lido seu diário, ter invadido sua privacidade e abusado de sua confiança. Porém, mais do que tudo, desejava se desculpar por nunca aceitar o carinho da irmã que tanto a amava.

LIÇÃO DE VIDA:
A melhor maneira de não ser injusto é nunca fazer
pré-julgamentos!!!

PENSE NISSO!
André Lyra

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