domingo, 30 de janeiro de 2011

SOBRE A TRAGÉDIA DAS CHUVAS NO RIO


A imensa tragédia que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro serve para nos relembrar de uma coisa muito importante para nossas vidas, no dia-a-dia.
Não podemos dar nada como certo – tudo é instável, tudo é incerto. Os moradores daquela região tinham planos para o dia seguinte, para o próximo fim de semana, para o carnaval, enfim, para o futuro. De repente, todos os sonhos, planos e projetos foram dramaticamente cancelados.
Então, meu querido internauta, em relação ao seu dia-a-dia: não dê nada como certo. Se você hoje pode conviver com seus parentes, desfrute essa dádiva pois amanhã poderá não tê-la. Não dê como certo o amor de seu companheiro, hoje existe, amanhã, quem sabe? Cultive-o hoje para que não se acabe amanhã. Não deixe para depois para se reconciliar ou tratar bem pessoas significativas em sua vida, pois o depois pode nunca acontecer.
Uma aluna minha fez uma comparação muito interessante e inteligente. Ela disse que a vida é como um sorvete de casquinha. Você tem que aproveitar logo, senão...


André Lyra

AGORA OU DEPOIS


Descobri que fazemos uma entre duas coisas na vida: ou pagamos o preço agora para aproveitar depois, ou aproveitamos agora para pagar o preço mais tarde. Mas você invariavelmente pagará o preço. Sempre fico impressionado ao ver a miopia dos que não estão dispostos a pagar o preço agora. Algumas pessoas são míopes em relação ao corpo. Não estão dispostas a desistir daquelas coisas prazerosas que estão destruindo seu corpo agora, de modo que possam viver mais alguns anos de saúde no futuro. Outras são míopes em relação às finanças. Não são capazes de abrir mão de nenhum dos luxos de que dispõem atualmente em nome da segurança financeira da qual poderão gozar no futuro. Estão de tal modo envolvidas nos prazeres de hoje que não conseguem discernir a dor à espera delas amanhã. Tentam evitar a necessidade de pagar o preço, mas um dia isso terá de acontecer. Você pode pagar o preço hoje e aproveitar a vida amanhã ou aproveitar a vida hoje e pagar o preço – com juros elevadíssimos – amanhã. Não dá para evitar as consequências dessa escolha.


André Lyra

REFLEXÃO


Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,aquele que ela mais amava. E ela deixou entrever um sorriso,respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe".E como mãe lhe respondeu:o filho predileto,aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente até que sare
O que partiu,até que volte
O que está cansado,até que descanse
O que está com fome,até que se alimente
O que está com sede,até que beba
O que está estudando,até que aprenda
O que está nu,até que se vista
O que não trabalha até que se empregue
O que namora,até que se case
O que casa até que conviva
O que é pai,até que os crie
O que prometeu,até que cumpra
O que chore,até que cale
E já com o semblante bem distante daquele sorriso completou:
O que me deixou,até que o reencontre.


André Lyra

O BALCONISTA DA PADARIA


Célia morava num local onde todos eram acostumados a dar caixinha para os balconistas da padaria.
Ela se mudou para outro bairro da cidade, onde não existia esse hábito.
No primeiro dia que foi à padaria, Célia, deu a caixinha para o balconista.
Surpreso e feliz, ele disse:
- O que é isso, minha senhora? Não precisa! Eu estou aqui para servi-la!
Logo que Célia saiu, o balconista comentou:
- Que mulher maravilhosa, nunca vi uma pessoa tão gentil assim!
No dia seguinte, logo que Célia chegou, o balconista foi todo atencioso:
- Pois não, madame! O que a senhora deseja?
Depois de ser atendida, ela lhe deu a caixinha.
O balconista se desdobrou de novo em agradecimentos.
Isto se repetiu por muitos dias.
Um mês depois, acostumado com a caixinha, o balconista estava tratando Célia como os demais fregueses e, no final, já estendia a mão para pegar a caixinha. E, sequer agradecia.
Um dia, Célia foi à padaria com o dinheiro contado, mas o preço do leite tinha aumentado. Por isso, não sobrou dinheiro para a caixinha. Ela imediatamente se desculpou com o balconista e prometeu que, no dia seguinte, daria uma caixinha melhor.
Tão logo Célia virou as costas, o balconista resmungou com raiva:
- Quem essa mulher pensa que eu sou? Um escravo dela?

O QUE APRENDEMOS:

Devemos prestar um bom serviço sempre e, jamais, por interesse em ganhar alguma recompensa//


“A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma” (André Lyra)


André Lyra

OS OLHOS DE MADRE TERESA


Durante uma viagem, Madre Teresa de Calcutá percebeu que um fotógrafo insistia em fotografar seus olhos, bem de perto, em close.
Curiosa, a Madre perguntou ao fotógrafo?
- Você me desculpe, mas por que você quer fotografar os meus olhos?
E o fotógrafo, sorrindo, respondeu:
- Porque os seus olhos, Madre, são os mais felizes que já vi.
Então, Madre Teresa, sorrindo, disse ao fotógrafo:
- É verdade, meus olhos são felizes porque minhas mãos já enxugaram muitas lágrimas.

O QUE APRENDEMOS:

A nossa felicidade também depende da felicidade dos outros. Enxugar uma lágrima, dar comida, dar apoio, uma palavra amiga, não custa nada, mas faz um imenso bem...nos traz momentos de felicidade!

André Lyra

AS NOVE PERGUNTAS


Um jovem se aproximou de Tales de Mileto, um dos sábios da Grécia Antiga, com a intenção de confundi-lo com as perguntas mais difíceis.
A primeira pergunta que o jovem fez foi:
- Qual é a coisa mais antiga?
E Tales respondeu:
- Deus, porque sempre tem existido.
Logo a seguir, o jovem fez a segunda pergunta:
- Qual é a coisa mais formosa?
- O Universo, porque é obra de Deus – respondeu Tales.
O jovem fez a terceira pergunta:
- Qual é a maior de todas as coisas?
Tales, tranqüilamente respondeu:
- O Espaço, porque contém todo o Criador.
O jovem fez a quarta pergunta:
- Qual é a coisa mais constante?
Tales disse:
- A esperança, porque permanece no homem mesmo depois de perder todo o resto.
A quinta pergunta do jovem foi:
- Qual é a melhor de todas as coisas?
E Tales, calmamente, respondeu:
- A virtude, porque sem ela não existe nada de bom.
Tales respondia tudo com sabedoria e segurança, e o jovem fez a sexta pergunta:
- Qual é a mais rápida de todas as coisas?
- O pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo – respondeu Tales.
E o jovem fez a sétima pergunta:
- Qual é a mais forte de todas as coisas?
Tales prontamente respondeu:
- A necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.
Ainda insistindo em confundir o sábio Tales, o jovem fez a oitava pergunta:
- Qual é a mais fácil de todas as coisas?
Rapidamente Tales respondeu:
- Dar conselhos.
O jovem não desistia e fez a nona pergunta:
- Qual é a mais difícil de todas as coisas?
Tales sabiamente respondeu:
- Conhecer a si mesmo.
Com aquela resposta Tales calou o jovem que desejava deixá-lo em situação difícil. Se o jovem entendeu, não se sabe, porém desistiu de fazer mais perguntas.

O QUE APRENDEMOS:

Antes de consertar o mundo, procure corrigir e melhorar a si mesmo. Superar nossos próprios limites é sempre mais difícil.


André Lyra

AS TRÊS PÁS...


Há muitos séculos, um rei mandou chamar três lavradores e disse a eles:
- Darei um grande prêmio a quem cavar a vala mais profunda.
Os dois primeiros lavradores começaram a discutir sobre o tamanho das pás que usariam para cavar a vala. Um deles disse:
- Uma boa pá deve ser comprida.
E o outro discordou:
- Não, deve ser larga!
Enquanto os dois discutiam, o terceiro lavrador, usando uma pá mais ou menos boa, cavou seu valão e ganhou o prêmio.


O QUE APRENDEMOS:

Enquanto tem gente que perde muito tempo discutindo “o tamanho da sua pá”, outras pessoas partem para a ação!


André Lyra